Pular para o conteúdo principal

Frota de Campo Grande é a mais velha da história

Que os ônibus de Campo Grande são julgados pela população por serem velhos, mesmo as vezes não sendo, não é novidade pra ninguém. Só que, pela primeira vez na história, a frota da cidade realmente pode ser considerada uma frota velha.

Veículos vencidos. Foto: Gabriel Santos


Isso porque, de acordo com o edital de concessão, feito em 2012 pelo ex-prefeito Nelson Trad Filho, a idade média dos ônibus em circulação na cidade não pode ultrapassar os cinco anos e a idade máxima, dez anos. O que significa que, veículos fabricados em 2009 podem operar somente até 2019, e assim por diante. 

No quesito idade máxima, o consórcio descumpre o edital com veículos com até dois anos a mais que ainda continuam operando. Atualmente, são cerca de 52 veículos vencidos em operação, veículos esses fabricados em 2007 e 2008, que já circulam por 12 e 11 anos, respectivamente. Além disso, cerca de 85 veículos deverão sair de circulação em 2019, o que totaliza 137 veículos, ou 25% da frota total operante vencidos ou perto de vencer.

Veículo fabricado em 2007 ainda em circulação. Foto: Gabriel Santos

Nossa equipe flagrou e já denunciou diversas vezes aos órgãos públicos veículos vencidos que continuam em operação, onde chegam a operar por diversas dias em linhas de alta demanda, e quando não, operando o dia todo em linhas de média demanda. Nada foi feito.

Já na questão da idade média, a soma de todos os veículos, dividindo pelos seus anos de fabricação, não pode passar dos cinco anos. Atualmente, a idade média geral de toda a frota do Consórcio Guaicurus é de 7 anos, dois a mais do que o permitido em contrato. Já a idade média por empresa, fica assim:

Cidade Morena - 7,20 anos
São Francisco - 6,83 anos
Jaguar - 7,04 anos
Campo Grande - 6,80 anos

Com isso, podemos constatar que, a viação Cidade Morena, a maior empresa da cidade, é a que também possui a frota mais velha. Em contra-partida, a viação Campo Grande, a terceira maior empresa, é a que possui a frota mais nova, já que, em 2017, a empresa foi uma das que mais tirou de circulação seus veículos antigos, e substituiu por novos.

Em contato com o consórcio Guaicurus, não obtivemos nenhuma informação sobre quando e se realmente deve ter uma renovação da frota em 2019.

Produzido por: Gabriel Santos

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Unificação das linhas 083 e 084: Aero Rancho/Nova Bahia - Expresso

A partir do dia 20/06 (segunda-feira) começa a operar a linha 083- Aero Rancho - Nova Bahia/Expresso, que surgiu da unificação da antiga 083- Aero Rancho/ Expresso e 084- Nova Bahia/ Praça Ary Coelho.

Um panorama das mudanças das linhas do terminal Guaicurus.

Por Eric Moises Quem utiliza o Terminal Guaicurus diariamente com certeza já viu as diversas mudanças que tem acontecido nas linhas da região, que mais do que somente mudanças nos itinerários, tem ares de uma reestruturação na maneira como o terminal é atendido. É fato que Campo Grande tem sofrido muito na questão de transporte público, passamos por anos de cortes e mais cortes, cada vez menos ônibus rodando na cidade, intervalos de espera nos pontos maiores e menos conforto em ônibus menores. Uma queda de qualidade constante que junto com o fenômeno dos aplicativos de transporte tem tirado cada vez mais passageiros dos coletivos, criando um ciclo vicioso com mais cortes para reduzir os gastos das empresas e compensar arrecadação menor. Dito isso, pela primeira vez vemos o Consórcio Guaicurus e a Agetran tentar uma alternativa diferente, arriscar uma reestruturação com mais ônibus rodando. Para fazer esse teste, foi escolhido o terminal Guaicurus e a região dos bairros Lo...

Mesmo isento de ISS, transporte terá aumento de tarifa

Hoje a Agereg (Agência Municipal Reguladora de Serviços Públicos) anunciou que a tarifa do transporte coletivo de Campo Grande sofrerá reajuste de 4,2%, passando dos atuais R$ 3,55 para R$ 3,70. A prefeitura isentou o Consórcio Guaicurus, responsável pela operação do transporte coletivo da cidade, de pagar o imposto sobre serviço de qualquer natureza (ISS) pelos próximos três anos, perdendo cerca de R$35,1 milhões até 2020. Mesmo assim, a população terá que amargar um novo aumento na tarifa.