Pular para o conteúdo principal

Na surdina, consórcio vende executivos e deixa usuários no calor

Linhas executivas... Aquelas que o passe é mais caro, mas as pessoas pagam só pelo conforto, pra evitar terminais e lotação. Um tipo de serviço que tem tudo pra dar certo, se não fosse por um pequeno detalhe: a má vontade do Consórcio em fazer isso dar certo.

Parte da frota de executivos em operação em Campo Grande, em 2018.


Esse tipo de linha começou a sofrer boicote do consórcio em 2018, após a greve dos caminhoneiros. Antes da greve, as linhas que existiam circulavam com duas tabelas fixas cada, com intervalo de 40/50 minutos entre cada ônibus e claro, com os veículos mais confortáveis e com ar condicionado, diferente de 95% da frota circulante na cidade. Após essa greve, apenas três linhas se salvaram dos cortes. As demais passaram a circular somente no horário de pico.

Hoje, apenas duas linhas ainda operam com o serviço executivo de fato, sendo elas a 391 (Tarumã/Shopping) e a 492 (Zé Pereira/Shopping). As demais linhas circulam somente nos horários de pico ou foram substituídas por veículos convencionais, ou até mesmo deixaram de existir, como a extinta 491 (José Abrão/Shopping).

As linhas que hoje circulam com convencionais (ainda não se sabe se com autorização da Agetran), são a 191 (Moreninha/Shopping) e a 490 (Nova Campo Grande/Shopping). Você deve estar se perguntando onde estão os veículos que deveriam estar circulando nessas linhas, né?

Pois bem, na surdina, o consórcio vendeu todos os seus veículos executivos, deixando apenas 7, dos 
22 que ainda circulavam em 2018 na cidade. Esses veículos foram vendidos para a Viação Cidade de Pedra, que opera em Rondonópolis e que, curiosamente, possui diversos veículos Ex-Campo Grande e pertence aos mesmos sócios da Viação Cidade Morena, que opera aqui em Campo Grande.

Veículos executivos vendidos já em Rondonópolis. Foto: Weverthon Sanches/Facebook

Outros veículos do mesmo tipo foram encontrados no Rio Grande do Sul, a venda pelo site OLX. Esses, pertencem a viação São Francisco, que ficou com apenas dois para operar a linha 292 (Coophasul/Nasser - Shopping).


Enquanto isso, nosso prefeito Marquinhos Trad enche a boca para falar que temos 34 veículos com ar condicionado na cidade. Será que ele tem noção de que 15 deles desapareceram da capital, e que os outros 14 só tem circulado no horário de pico da manhã? Vamos aguardar para ver qual vai ser a desculpa, já que esse ano temos eleição para prefeito na cidade.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Sistema de cores do transporte de Campo Grande: pode enterrar.

Os mais saudosistas se lembram com carinho quando em 1992 foi inaugurado o SIT em Campo Grande, sistema integrado de transportes, com a construção dos terminais Bandeirantes e General Osório. Este sistema, baseado no de Curitiba, trouxe uma nova divisão de linhas e alterou a pintura dos ônibus, antes cada empresa tinha sua pintura, após a implementação deste sistema, a pintura foi padronizada com 4 cores, eram elas: Amarelo: Linhas convencionais, que fazem trajeto centro-bairro.  Vermelho: Linhas troncais, que fazem trajeto terminal-terminal passando pelo centro ou terminal-centro.  Verde: Linhas interbairros, que fazem trajeto terminal-terminal mas sem passar pelo centro.  Azuis: Linhas alimentadoras, fazem trajeto bairro-terminal.

Consórcio Guaicurus sob nova direção

Paulo Constantino, irmão de Nenê Constantino, é o novo diretor do Consórcio Guaicurus. Assumiu a direção do consórcio há poucas semanas, ficando no lugar do até então diretor João Rezende. Depois do escândalo da retirada dos articulados da Viação Cidade Morena , o antigo diretor ficou sob extrema pressão, que fez com que ele renunciasse e pedisse transferência para trabalhar internamente, na Assetur. Paulo Constantino, irmão de Nenê Constantino, dono da maior frota de ônibus do Brasil.

Novas regras do passe deixam estudantes na mão

No dia 26 de setembro, o Consórcio Guaicurus, responsável pela operação do transporte coletivo de Campo Grande, modificou a forma de usar o passe do estudante, deixando muitos estudantes e até motoristas confusos sobre a medida. A nova medida é o bloqueio da integração do passe. Antes, os estudantes podiam passar o cartão em uma linha cadastrada, e no intervalo de uma hora, poderiam fazer integração com uma outra linha qualquer, contanto que essa linha fosse oposta a linha primária. Na nova medida, os estudantes só podem fazer integração com as 6 linhas cadastradas no cartão. Essa mudança foi feita na calada da noite, não foi comunicada para os estudantes e nem mesmo para os próprios funcionários da empresa, que por achar se tratar de um erro sistêmico, permitiram o embarque pela porta traseira em diversas linhas.  De acordo com o relato de uma usuária na página Segredos UFMS , feito no dia 26/09, o validador do ônibus da linha 233 - TVE/Centro a bloqueou na catraca,...