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Caça as Bruxas resulta em duas demissões por justa causa no Consórcio Guaicurus

Desde o início da pandemia do COVID-19, o Consórcio Guaicurus vem alegando grandes perdas financeiras. Dessa vez, para compensar as perdas, eles acharam um modo mais prático para economizar dinheiro: demitir motoristas por qualquer motivo besta por justa causa. E a pioneira na prática: Viação São Francisco.

Garagem da Viação São Francisco

Sexta-feira, uma publicação da página Segredos do Busão revelou que um motorista, que não quer ser identificado, foi demitido por justa causa, por simplesmente não ter escutado o apito sonoro da campainha, que tem o mesmo barulho do aparelho de telemetria, aparelho esse que controla todo o movimento do veículo. 

Publicação da página Segredos do Busão

A perseguição não parou por aí. Hoje (5/10), mais uma denúncia de motorista demitido por justa causa por motivo fútil chegou até nós. De acordo com o relato do motorista, que também não quis se identificar, com medo de represália, um motorista estava levando um veículo para o terminal Nova Bahia, sem passageiros, e ao fazer o retorno para entrar no terminal, o semáforo mudou para a cor amarela e logo em seguida ficou vermelho. A empresa verificou pelas câmeras e demitiu o motorista nessa segunda-feira.

A lei trabalhista brasileira prevê o direito de demissão por justa causa, desde que o colaborador tenha cometido uma falta gravíssima perante a conduta da empresa. Antes de tomar tal atitude drástica, a empresa pode advertir o funcionário por até 3 vezes, suspende-lo e só aí demitir por justa causa. Além do que, uma demissão por justa causa mancha a carteira do empregado, deixando os próximos empregadores com receio de contratar esse empregado. Para se informar mais sobre a legislação trabalhista, você pode clicar aqui.

Socorro financeiro

Em agosto, a prefeitura, com aporte do Governo Federal, conseguiu recursos que se aproximam de R$ 22 milhões para socorrer financeiramente o Consórcio Guaicurus, mediante várias condições. Em uma delas, a empresa teria que recontratar funcionários demitidos até o final de julho. Estamos em outubro, e não há indícios de que o consórcio aceitou o socorro, mas as demissões continuam acontecendo.

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