Pular para o conteúdo principal

Após boatos de subir para R$ 5, tarifa de ônibus passa a custar R$ 4,20 a partir de amanhã em Campo Grande

Após vários boatos tenebrosos de tarifa do coletivo podendo saltar para R$ 5 reais, o prefeito Marcos Trad (PSD) decretou hoje em diário oficial o novo valor da tarifa, que passará a valer a partir de amanhã (30/12).

Foto - Geraldo Viana

O consórcio vem lutando por valores maiores desde sempre, onde alega que o valor que a prefeitura dá de tarifa não é o valor real que ela deveria ser cobrada. Reclamam também de não haver nenhum subsídio da prefeitura para as gratuidades, que é o fator determinante para que o nosso passe custe caro, segundo eles.

O aumento da tarifa vem em um ano atípico economicamente. A pandemia do COVID-19 afetou vários setores, e um deles foi o do transporte público. O consórcio alegou durante a pandemia que estava carregando apenas 40% do que carregava antes, com uma frota de 70% do total operante, o que é contestável, já que são inúmeros os relatos de passageiros que enfrentam superlotação, ônibus que não para no ponto por já estar lotado, além dos que deveriam passar e não passam.

Veículos ano 2009. Foto - Gabriel Santos

Além disso, não houve sequer a compra de ônibus novos para substituírem os veículos que já extrapolaram a idade permitida para a operação, que é de 10 anos. Ao todo, temos 82 ônibus que deveriam ter parado de circular em 2019. por serem fabricados em 2009, e mais 95 ônibus que deveriam parar de circular até o final de 2020, por serem fabricados em 2010. A viação São Francisco trouxe 3 novos veículos para a sua frota, que chegaram em maio mas só começaram a circular na semana passada. Esses 3 veículos vieram para substituir 7 ônibus que foram mandados para Araponas-PR ainda em 2019. Nem prefeitura, nem Agereg e nem Consórcio se manifestaram sobre a compra de novos veículos para a cidade.

O reajuste também foi feito nas linhas executivas, que passou dos atuais R$ 4,90 para R$ 5,15. O interessante é que desde o final do ano passado, o serviço executivo já não existe mais na cidade.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Sistema de cores do transporte de Campo Grande: pode enterrar.

Os mais saudosistas se lembram com carinho quando em 1992 foi inaugurado o SIT em Campo Grande, sistema integrado de transportes, com a construção dos terminais Bandeirantes e General Osório. Este sistema, baseado no de Curitiba, trouxe uma nova divisão de linhas e alterou a pintura dos ônibus, antes cada empresa tinha sua pintura, após a implementação deste sistema, a pintura foi padronizada com 4 cores, eram elas: Amarelo: Linhas convencionais, que fazem trajeto centro-bairro.  Vermelho: Linhas troncais, que fazem trajeto terminal-terminal passando pelo centro ou terminal-centro.  Verde: Linhas interbairros, que fazem trajeto terminal-terminal mas sem passar pelo centro.  Azuis: Linhas alimentadoras, fazem trajeto bairro-terminal.

Maquiagem no ônibus? Qual o verdadeiro problema.

Mais uma vez o Midiamax vem dando destaque a uma série de reportagens envolvendo transporte coletivo, desta vez falando a respeito dos ônibus velhos ou usados que recebem pintura nova e supostamente são apresentados como ônibus novo na cidade. Para variar, diversos vereadores já deram aquelas declarações “indignadas”, mas como sempre, demonstrando total desconhecimento do assunto. A equipe do Ligados no Transporte conhece bem a frota da cidade e neste artigo traremos dados a respeito do que realmente acontece.  Nos últimos 12 anos o sistema de transporte coletivo de Campo Grande passou por 3 pinturas diferentes, a antiga, da época de inauguração do SIT, era branca com um faixa reta vermelha, azul, verde ou amarela. Em 2006 começou a valer a pintura cinza, com a faixa estilizada nas cores vermelha ou azul, e 8 anos depois, com a licitação que inaugurou a era Consórcio Guaicurus, a pintura voltou a ser branca, com um arco vermelho ou azul e flores de ipês. Como o período que um ...

Artigo: Manifesto contra os letreiros laterais

Ônibus de modelo mais recente em Campo Grande, com letreiro eletrônico próximo da porta ao invés de uma placa com itinerário da linha. (Autor: Eric Moises Martins). Todos que andam de ônibus em Campo Grande já se depararam com aquela plaquinha que fica próxima a porta de entrada dos ônibus, com o nome das ruas que fazem parte do itinerário da linha. Já repararam também que desde 2011 passaram a chegar ônibus que no lugar da plaquinha lateral, tem um letreiro eletrônico indicando o nome da linha. Minha pergunta é: qual a vantagem de se ter um letreiro eletrônico lateral indicando a mesma coisa que o letreiro frontal, o nome da linha?